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30 novembro, 2013

O que realmente interessa saber sobre o Colesterol

Achei que nunca iria gostar de um texto do Drauzio Varella. Eu me enganei. 

Sugiro a leitura do artigo abaixo sobre um tema que deve vir cada vez mais à tona com outros problemas e medicamentos.

Boa leitura!


A agonia do colesterol

Nunca me convenci de que essa obsessão para abaixar o colesterol às custas de remédio aumentasse a longevidade de pessoas saudáveis.

Essa crença --que fez das estatinas o maior sucesso comercial da história da medicina-- tomou conta da cardiologia a partir de dois estudos observacionais: Seven Cities e Framingham, iniciados nos anos 1950.

Considerados tendenciosos por vários especialistas, o Seven Cities pretendeu demonstrar que os ataques cardíacos estariam ligados ao consumo de gordura animal, enquanto o Framingham concluiu que eles guardariam relação direta com o colesterol.

A partir dos anos 1980, o aparecimento das estatinas (drogas que reduzem os níveis de colesterol) abafou as vozes discordantes, e a classe médica foi tomada por um furor anticolesterol que contagiou a população. Hoje, todos se preocupam com os alimentos gordurosos e tratam com intimidade o "bom" (HDL) e o "mau" colesterol (LDL).

As diretrizes americanas publicadas em 2001 recomendavam manter o LDL abaixo de cem a qualquer preço. Ainda que fosse preciso quadruplicar a dose de estatina ou combiná-la com outras drogas, sem nenhuma evidência científica que justificasse tal conduta.

Apenas nos Estados Unidos, esse alvo absolutamente arbitrário fez o número de usuários de estatinas saltar de 13 milhões para 36 milhões. Nenhum estudo posterior, patrocinado ou não pela indústria, conseguiu demonstrar que essa estratégia fez cair a mortalidade por doença cardiovascular.

Cardiologistas radicais foram mais longe: o LDL deveria ser mantido abaixo de 70, alvo inacessível a mortais como você e eu. Seríamos tantos os candidatos ao tratamento, que sairia mais barato acrescentar estatina ao suprimento de água domiciliar, conforme sugeriu um eminente professor americano.

Pois bem. Depois de cinco anos de análises dos estudos mais recentes, a American Heart Association e a American College of Cardiology, entidades sem fins lucrativos, mas que recebem auxílios generosos da indústria farmacêutica, atualizaram as diretrizes de 2001.

Pasme, leitor de inteligência mediana como eu. Segundo elas, os níveis de colesterol não interessam mais.

Portanto, se seu LDL é alto não fique aflito para reduzi-lo: o risco de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral não será modificado. Em português mais claro, esqueça tudo o que foi dito nos últimos 30 anos.

A indústria não sofrerá prejuízos, no entanto: as estatinas devem até ampliar sua participação no mercado. Agora serão prescritas para a multidão daqueles com mais de 7,5% de chance de sofrer ataque cardíaco ou derrame cerebral nos dez anos seguintes, risco calculado a partir de uma fórmula nova que já recebe críticas dos especialistas.

Se reduzir os níveis de colesterol não confere proteção, por que insistir nas estatinas? Porque elas têm ações anti-inflamatórias e estabilizadoras das placas de aterosclerose, que podem dificultar o desprendimento de coágulos capazes de obstruir artérias menores.

O argumento é consistente, mas qual o custo-benefício?

Recém-publicado no "British Medical Journal", um artigo baseado nos mesmos estudos avaliados pelas diretrizes mostrou que naqueles com menos de 20% de risco em dez anos as estatinas não reduzem o número de mortes nem de eventos mais graves. Nesse grupo seria necessário tratar 140 pessoas para evitar um caso de infarto do miocárdio ou de derrame cerebral não fatais.

Ou seja, 139 tomarão inutilmente medicamentos caros que em até 20% dos casos podem provocar dores musculares, problemas gastrointestinais, distúrbios de sono e de memória e disfunção erétil.

A indicação de estatina no diabetes e para quem já sofreu ataque cardíaco, por enquanto, resiste às críticas.

Se você, leitor com boa saúde, toma remédio para o colesterol, converse com seu médico, mas esteja certo de que ele conhece a literatura e leu com espírito crítico as 32 páginas das novas diretrizes citadas nesta coluna.

Preste atenção: mais de 80% dos ataques cardíacos ocorrem por conta do cigarro, vida sedentária, obesidade, pressão alta e diabetes. Imaginar ser possível evitá-los sentado na poltrona, às custas de uma pílula para abaixar o colesterol, é pensamento mágico.

13 março, 2012

E quando remédio é veneno?

Já tomou sua dose de remédios de hoje?
Taí um assunto que me aborrece quase todos os dias. É o uso descontrolado que fazemos atualmente de medicações. Seja por culpa dos prescritores, seja por conta própria dos consumidores. O fato é que nossa sociedade não sobrevive sem um remediozinho pra aquela dorzinha, agoniazinha por dentro ou insônia.

Dando uma estudada aqui cheguei a um dado estarrecedor: nos EUA, 40% dos casos de intoxicação ocorrem por consumo de medicamentos. O primeiro lugar, com 11.75% dos casos, pertence aos tão propaladamente "inofensivos" analgésicos.

"Ahh, Doutor, dipirona e paracetamol são como água para mim. Não resolvem nada."

No Brasil não é muito diferente e os remédios permanecem ocupando o primeiro lugar. Não tem estriquinina, água sanitária ou comigo-ninguém-pode que chegue perto.

Enquanto isso as indústrias farmacêuticas permanecem promovendo grandes prescrições inespecíficas para todo mundo em horário nobre na TV, nas grandes revistas ou até nas redes sociais. Cheguei uma vez a flagrar propaganda de um dito expectorante de alguma marca comercial do Ambroxol abertamente no facebook. Com direito a desenhos animados e tudo para chamar a atenção do público infantil. Terrível. Cheguei a tirar o print da tela para tentar alguma denúncia, mas pouco tempo depois não estava mais no ar. Procurei agora e nada...

Enfim, acredito que há muita permissividade quanto a propaganda de medicamentos no Brasil. Não sei direito, mas me falam que em muitos países, mesmo ultra-capitalistas, a coisa é mais regulada, mais controlada. É preciso mais do que nunca fortalecer os mecanismos de controle de propaganda no Brasil. E quanto a remédios, nem se fala...

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14 fevereiro, 2012

Na eleição do SIMEPE, o Voto é na Chapa 1


Nos próximas dias 14 e 15 de março acontece a eleição para a diretoria do Sindicato dos Médicos de Pernambuco, o SIMEPE.


Peço o apoio e participação de todas e todos à Chapa 1 - Valorização Médica - Avanço e Determinação.


Aprendi ao longo dos últimos a acompanhar de perto excelentes gestões do SIMEPE que tiveram à frente nomes como Ricardo Paiva e Sílvio Rodrigues. E não tenho dúvidas de que a gestão encampada por Mário Jorge dará seguimento a este projeto.


Um projeto que dá conta da importante tarefa de discutir a situação do trabalho em saúde hoje e lutar contra a precarização dos serviços e a entrega do serviço público a setores privados que buscam apenas o lucro com a saúde.


Apesar do muito já feito, é preciso dar continuidade a uma árdua tarefa que vem sendo realizada com afinco, como a busca de melhores condições de trabalho e planos de cargos e carreiras nos municípios. E o seguimento é fundamental!


São alguns dos motivos que me fizeram também optar por estar junto e compor chapa na Diretoria Sindical Regional de Petrolina. 


Por isso, nos dias 14 e 15 vamos participar e votar na Chapa 1 - Valorização Médica - Avanço e Determinação





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04 fevereiro, 2012

Michel Zaidan e a política da desqualificação

Professor Michel Zaidan critica privatização da Saúde em Pernambuco
Na semana passada o professor Michel Zaidan escreveu um artigo criticando a forma como o Governo de Eduardo Campos tem tocado a questão da saúde no Estado de Pernambuco. (leia em Quando a Saúde se transforma num grande negócio.)

Daí, então, acho que num espaço menor que 24 horas já havia resposta pronta por parte do campo que hoje governa o Estado. Veio assinada por um vereador de Paulista chamado Júnior Matuto. Mas com um grande problema: ao invés de debate, somente desqualificações ao professor Michel Zaidan. Sugiro a leitura somente para ter uma idéia do "nívi": Psicanalisando o Professor Zaidan

Segue o texto que escrevi ao me deparar com esse cenário:


É de conhecimento de todos que o Governo de Eduardo Campos hoje não tem, nem de longe, uma oposição que lhe faça frente. Nem à esquerda e nem à direita. Esta última esturricada e quase que completamente cooptada pela política de hegemonia da chamada Frente Popular encampada por Eduardo Campos.

31 janeiro, 2012

EUA pode restringir suco de laranja brasileiro


Nas últimas semanas vários sítios nacionais anunciaram uma possível restrição à entrada do suco de laranja brasileiro em território estadunidense. (Mais informações podem ser vistas neste link e neste também)

O motivo está no agrotóxico, o carbendazim, encontrado no produto importado pela PepsiCo e exportado do Brasil pela Cutrale.

O detalhe é que tal agrotóxico é proibido nos EUA, mas permitido no Brasil. E aí? Como ficamos nós, brasileiras e brasileiros, que consumimos esses venenos sem saber? Na mesma linha, cabe mais uma reflexão: o quão perigoso pode ser o consumo de tal veneno a ponto de se tornar um produto completamente proibido em terras norte-americanas. Ou será que, finalmente, os EUA ingressaram de vez na Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida?

04 janeiro, 2012

A Brutal Injustiça Tributária Brasileira

Olha o naipe dos "indignados"
Uma das pautas prediletas da elite brasileira é malhar a supostamente alta carga tributária em nosso país.
Para a falar a verdade, nem quero ser tão polêmico, por isso não vou me deter em discutir se nossa carga é realmente muito alta ou não. O ponto no qual quero focar passa pela campanha midiática permanente que vive num esforço constante de convencer a todas e todos nós de que todas as classes sociais pagam impostos altos no Brasil.  

Lembro que sempre fiquei encucado com os danados dos "impostômetros" facilmente encontrados nas principais capitais brasileiras. E mesmo antes de entrar na Universidade, eu me fazia duas perguntas:
1 - Quem banca aquelas estruturas, em geral painéis grandes, luminosos e em locais com grande circulação de pessoas?
2 - Como podemos colocar no mesmo balaio Seu João, que depende de um salário mínimo para sobreviver e paga impostos, principalmente, em cima do consumo e da sua folha salarial, com figuras como Eike Batista ou Antônio Ermírio de Moraes (vivo na época)?

Acho que o caminho da reflexão é bem por aí mesmo.

Em 2011, o jornal Brasil de Fato publicou um editorial sobre o tema. Chama-se O Impostor Impostômetro. Muito bem elaborado e com dados explícitos sobre o quão desigual é o sistema tributário em nosso país. E aí está o principal problema e merecedor de fato de uma tão propalada Reforma Tributária.

O economista João Sicsu, um dos maiores estudiosos do tema, é muito claro quanto a isso. Em texto seu de setembro/2011, opina: "No Brasil, se por um lado, os programas sociais de transferência de renda, o pagamento de benefícios da Previdência Social pública, a política de valorização real do salário mínimo e a geração de empregos têm tido um caráter fortemente distributivo; por outro, o sistema tributário brasileiro é injusto e regressivo. Em outras palavras, boa parte do gasto público é distributivo; já o sistema tributário sacrifica mais os 'de abaixo' e alivia 'os de cima'. "

26 dezembro, 2011

Jornal Nacional lança mentiras sobre Cuba


Não sei como ainda me surpreendo, mas no Brasil o que os grandes meios de comunicação chamam de Liberdade de Expressão é na verdade Liberdade para Mentir.

A mais recente é a série de mentiras que tentam lançar sobre esta pequena ilha do Caribe, mas que tanto incomoda.

Travestidos de suposto jornalismo, escolhem uma pessoa de acordo com a conveniência da linha editorial do Globo e lançam suas palavras para todo o Brasil como verdades absolutas.

Ora essa, gostaria muito que eles explicassem como Cuba possui hoje a menor taxa de mortalidade infantil do mundo ou como foi declarado o único país do mundo sem desnutrição infantil se verdade fosse a declaração da mulher entrevistada afirmando que as pessoas apenas são atendidas se levarem "presentes" para os profissionais de saúde?

Como se não bastasse, a reportagem tenta dar um carater científico trazendo dados informados pela Universidade de Miami, nos EUA. Só pode ser piada.

Enfim... O lado bom é que esta reportagem motiva a lançar logo os relatos da vivência lá na Ilha.
Enquanto isso, da turma que foi, já há grandes relatos:

Lições cubanas para a saúde do povo brasileiro

 E vários outros relatos no blog do povo baiano: baianosnaluta.blogspot.com



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16 novembro, 2011

O Mundo está ao Avesso. De Pernas pro Ar.

"Há cento e trinta anos, depois de visitar o País das Maravilhas, Alice entrou num espelho para descobrir o mundo ao avesso. Se Alice renascesse em nossos dias, não precisaria atravessar nenhum espelho: bastaria que chegasse à janela. No fim do milênio, o mundo ao avesso está à vista de todos; o mundo tal qual é, com a esquerda na direita, o umbigo nas costas e a cabeça nos pés."

Dessa maneira Eduardo Galeano abre o seu livro "De Pernas pro Ar - A Escola do Mundo ao Avesso". Daqui a centenas de ano será documento fundamental para compreender o quão é absurdo o mundo em que vivemos hoje.

O tempo todos nos chegam notícias que explicitam isso. Tudo num volume tão grande que muitas vezes as notícias mais recentes vão deixando cair no esquecimento mesmo a mais grave das situações.

Uma delas eu faço questão de resgatar. Trata-se de uma excelente reportagem feitas por Charles Souto para o Jornal Brasil de Fato, publicada em 25 de julho de 2001. Segue abaixo.

Ahhh. Quais outras notícias de 2011 escancararam que o mundo está de fato ao avesso?


Comenta aí!


"Médicos das Usinas dão pinga para cortar o efeito do agrotóxico no corpo"
Para continuar lendo Clique no Link abaixo

24 setembro, 2011

A Atenção Primária Ideal em Cordel


Uma postagem em homenagem ao meu amigo Thiago Gaúcho com o seu cordel da Atenção Primária!


A Atenção Primária Ideal
ou
O Vôo do Boi Voador

Este é um exercício de sonho
que a gente faz no coletivo e não no individual,
vamos juntos todas e todos pensar e sonhar
com a APS ideal

Vamos aproveitar a Cultura de nossa cidade natal
e deixar nossa mente voar livremente
que nem aquele boi de Nassau

22 setembro, 2011

O Veneno está na Mesa será lançado no Vale do São Francisco


CONVITE:

É com enorme satisfação que viemos por meio deste convidar V.S. para o lançamento do filme “O Veneno está na Mesa” do cineasta Sílvio Tendler. Na oportunidade, após a exibição do filme, teremos a presença do próprio cineasta para debate e encaminhamento da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida, no vale do São Francisco.

         Em tempo, aproveitamos para solicitar a divulgação do evento em sua organização. O evento será gratuito e aberto a todos e todas.

Onde?   No Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina – STR/Petrolina
                  Endereço: Avenida das Nações, n.º 280, Gercino Coelho, Petrolina

Quando? Dia 24/09/2011, Sábado, às 14 horas.

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02 agosto, 2011

Campanha Contra Agrotóxicos é Lançada no Vale do São Francisco


            Cerca de 130 pessoas de mais de 20 organizações, envolvedo movimentos sociais do campo e da cidade, sindicatos, entidades estudantis, ambientalistas, etc; se reuniram no último dia 29/07 no auditório da Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF, para fazer o lançamento do Comitê Regional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

            O Vale do São Francisco é uma das regiões a nível nacional mais afetadas pelo uso de agrotóxicos, pois a atuação de empresas do agronegócio que cultivam grandes lavouras de frutas irrigadas na forma de monocultivos são extremamentes dependentes do uso de agrotóxicos.

            Na abertura da atividade Elizete Carvalho Fagundes da Via Campesina, destacou que “O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, pois só ano de 2009 foram jogados cerca de 1 bilhão de litros de agrotóxicos  nas lavouras, isso equivale a cerca de 5,2 litros de agrotóxico por pessoa por ano”

31 julho, 2011

O Veneno está na Mesa


Finalmente saiu a versão final do filme produzido pelo cineasta Silvio Tendler para a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Está muito bom! E já está no youtube.

Os links são estes abaixo:
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=WYUn7Q5cpJ8
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=NdBmSkVHu2s&feature=related
Parte 3 - http://www.youtube.com/watch?v=5EBJKZfZSlc&feature=related
Parte 4 - http://www.youtube.com/watch?v=AdD3VPCXWJA&feature=related

Para os interessados em conhecer e acompanhar mais a Campanha, escrevam para o e-mail da Secretaria Operativa nacional: contraosagrotoxicos@gmail.com

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19 julho, 2011

Combater os Agrotóxicos é Combater o Agronegócio


"Agrotóxico é um nome bonito criado pela indústria. O certo é veneno!" 

Esta frase foi proferida por um agricultor em conversa recente no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Petrolina. E está coberto de razão. Estamos falando de veneno. Mas tudo faz parte de uma grande jogada de manutenção do controle sobre a agricultura brasileira e mundial.

O Brasil hoje é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. São derramados em solo e água cerca de 1 bilhão de litros deste veneno, em média, a cada ano. Esse número nos leva ao seguinte cálculo: são cerca de 5 litros para cada brasileira e brasileiro por ano.

O nicho do mercado movimenta cerca de US$ 48 bilhões de dólares em todo mundo, sendo 16% desse valor só no Brasil. São 6 as empresas transnacionais que comandam este processo: Syngenta, Bayer, Basf, Monsanto, Dow e Dupont. Juntos são responsáveis por mais de 2/3 de todo o mercado. O cálculo não inclui os lucros auferidos com outros produtos do pacote, como as sementes transgênicas, produzidos em sua maioria por estas mesmas empresas.




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10 maio, 2011

Em Defesa do Código Florestal

Vários setores da sociedade estão mobilizados. É preciso derrotar a proposta dos ruralistas, encampada pelo suposto comunista Aldo Rebelo, do PCdoB-SP.

Para mais informações, recomendo o Especial do MST: Em Defesa do Código Florestal




30 abril, 2011

Reflexiones de Ernesto Sábato sobre la Medicina

Morreu hoje o escritor argentino Ernesto Sábato. Em sua homenagem, publico aqui um pouco de sua visão sobre a medicina.


La enorme complejidad de los conocimientos que hemos adquirido desde Aristóteles hasta hoy y que al parecer hace ilusorio el uomo universale del Renacimiento, ha conducido aalgo que a la vez es inevitable y catastrófico: el especialista. Un físico que se ocupa de espectrogramas puede ignorar vastas regiones de la física, lo mismo que un químico inorgánico con respecto a la química orgánica. Esto ha sido inevitable, pero no incurramos en esa corriente falacia de tomar lo inevitable como magnífico. Aun en el mismo terreno del mundo material, el mas simple de todos, la especialización condujo a una especie de nueva barbarie, y debemos recordar que la mas grande revolución de la física la hizo un hombre que fue capaz de tomar en consideración los problemas mas generales de la materia en relación con el tiempo y el espacio; Einstein no era un especialista, era un generalista. Con mayor razón esto es válido para aquellos territorios más complejos de la realidad biológica y psicofísica, donde el todo precede a las partes, tal como también vislumbró Aristóteles. El atomismo de la física no funciona ya en estas complejas realidades, y debe ser reemplazado por un organicismo que de prevalencia a la totalidad sobre las parcialidades. Que se requieran los servicios de un especialista en corazón, como se requiere el informe de un encefalógrafo, es inevitable y, en condiciones bien delimitadas por el generalista, de enorme utilidad; pero que se invierta el planteo y se de preminencia al dato del especialista, pertenece ya a la falla filosófica y esencial de una medicina positivista. Una persona es mucho mas que un conjunto de números, de presiones, cantidades de glucosa, radiografías y eritro-sedimentaciones: es un ser complejo, una delicadísima unidad de materia y espíritu, donde todo influye sobre todo, y en el que es inútil, cuando no pernicioso, el informe especializado que no integre el armónico y dificilísimo examen de la estructura.

11 dezembro, 2010

O Consumo de Produtos na Saúde

Complexo Médico-Industrial
Acabo de ler a manchete "De cada 6 homens, um terá câncer de próstata, diz médico" em um grande portal na internet. Quer um desserviço maior para a população que notícias deste porte? Não há justificativa. Supostas notas jornalísticas como estas só podem estar a serviço dos laboratórios e das indústrias ligadas ao complexo médico-industrial.

Na realidade, chamou-me a atenção, mas logo percebi que não passa da ponta do iceberg. O que vejo diariamente na Unidade de Saúde da Família em que trabalho, aqui em Petrolina, é que as idéias e ideais da medicina liberal-privatista continuam com muita força no imaginário social da população sobre o que são saúde e doença.

São muito comuns as frustrações de alguns usuários, ao término de uma consulta ou visita, ao perceberem que não foi prescrita nenhuma medicação ou não foi solicitado nenhum exame. Mas quero deixar claro que não estou a por a culpa nestes usuários. Este quadro é apenas o resultado de uma ação há décadas bem orquestrada pelas indústrias farmacêuticas, laboratórios, hospitais, planos de saúde, governos compromissados com o capital, enfim, em torno de um projeto de saúde liberal e privatista. 

Às vezes bate o desânimo, mas a realidade deve ser impulsionadora do nosso impeto por uma outra sociedade. Apesar das contradições que temos, inclusive dentro da classe trabalhadora, constatar cotidianamente o quão sofrido e carente é nosso povo, deve nos servir de motivação para lutar cada vez mais. Trabalho aliado à militância. É assim que tenho procurado agir e construir coletivamente dentro da prática em saúde.

Esta postagem foi mais um desabafo. Há propostas em ação e, em breve, a perspectiva é de algumas elaborações mais consistentes nesta área.