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15 janeiro, 2013

Imperdível participação de João Pedro Stedile no programa Provocações

Amigos e amigas,

recomendo com muita força esta entrevista do João Pedro Stedile para o programa Provocações. Independente de orientações políticas, é uma verdadeira aula de história, política e humanismo.

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10 janeiro, 2013

Os impasses do "lulismo": Entrevista com André Singer



Reproduzo abaixo entrevista do Jornal Brasil de Fato com o cientista político André Singer, autor de "Os sentidos do Lulismo". É um livro fantástico que nos ajuda a entender um bocado da conjuntura atual e para onde caminha a política em nosso país.


Leia entrevista (na íntegra) com o cientista político André Singer, autor de "Os sentidos do lulismo", um empenho na direção de compreender o seu significado e o atual momento histórico do Brasil
03/01/2013
Fernanda Becker e Antônio David 
especial para o Brasil de Fato

   
 Singer: “Não há como pensar num processo de mudança dentro do capitalismo
que não passe pelo consumo” - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
   
Os sentidos do lulismo, de André Singer, é um empenho na direção de compreender o significado do lulismo e o atual momento histórico do Brasil. Seu foco é lançar luz sobre as contradições que permeiam tanto um como o outro. Para tanto, André Singer parte de uma constatação estarrecedora: no ano da chegada do PT ao poder, o Brasil era o país mais desigual do mundo. Por razões que remontam ao passado colonial, havia no Brasil uma “sobrepopulação trabalhadora superempobrecida permanente”, que estaria abaixo da condição proletária – seria o subproletariado. Responsável pela derrota de Lula em 1989, o subproletariado, segundo André Singer, teria se convertido em base do lulismo. Ao mesmo tempo e pelos mesmos motivos, a classe média se afastaria do PT.
André Singer vale-se largamente da sociologia eleitoral, mas seu livro não se restringe a essa disciplina. Seu objetivo é oferecer não uma interpretação, mas elementos para uma interpretação da conformação de classes e da luta de classes no Brasil. Trata-se de um livro repleto de hipóteses, que só poderão ser confirmadas com o tempo e, em alguns casos, mediante trabalhos de pesquisa. Ao análisar a relação entre o lulismo e o subproletariado, André Singer discute as mudanças na estrutrura socio-econômica do Brasil e suas repercussões políticas e ideolpógicas na sociedade e nos partidos. Em entrevista para o Brasil de Fato, André Singer esclarece algumas das ideias centrais do livro, além de abordar as eleições municipais de 2012.
André Singer é jornalista e cientista político. Fez mestrado, doutorado e livre-docência no Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo, onde é professor. Foi porta-voz e secretario de imprensa da presidência da República entre 2003-2007. Autor deEsquerda e direita no eleitorado brasileiro (2000) e O PT (2001). 

07 janeiro, 2013

Instituto Millenium: a direita que tem corpo e rosto

América Invertida de Joaquín Torres García (1943)
América Invertida de Joaquín Torres Garcia
Em um momento de preocupação com as notícias sobre a saúde do Comandante Chávez, tenho acompanhado atento a alguns dos passos dados pela direita em nosso país. 
Não falo somente da direita partidária não. Esta, coitadinha, está "perdida" e "mal paga". Sozinha, não faz mal a uma mosca.
Refiro-me à direita que está incrustada na imprensa, na justiça, nas instituições, e por aí vai.
Esta direita é a mesma direita do Paraguai, da Venezuela, de Honduras.
Sempre foi e continua golpista. Só espera oportunidades. É um erro achar que ela está morta.

E particularmente agora tenho tentado entender um dos setores que compõe esta direita. É uma espécie de extrema-direita brasileira. Organiza-se no Instituto Millenium e possui alguns ramos na sociedade. Não tem lá muita força, é meio caricata, mas sua disposição serve de alerta.

Reinaldo Azevedo, colunista da Veja, é uma das lideranças do Millenium. O mesmo que chamou o Oscar Niemeyer de idiota.
Nestas horas, fica ainda mais claro para mim o erro de alguns setores da esquerda que preferem se debater com outros setores da própria esquerda. E assim esquecem (esquecem?) do que é central, de quem realmente são nossos inimigos. Um erro na análise leva, necessariamente, a um erro na ação. É preciso ter muita clareza sobre quem são estes inimigos nossos para que não desperdicemos energias na luta de classes.

Sugiro os dois links abaixo como introdução para entendermos com quem estamos lidando:

O primeiro é um texto do Alex Solnik, "Vanguarda Popular: a direita sai do armário". Um pequeno dossiê que traz alguns detalhes de quem comanda e o que quer o Instituto Millenium.

O outro chama-se "Saudade de 1964" e traz mais detalhes do Instituto e o que quer esta direita.

Tão importante quanto nos conhecermos é conhecer bem o outro lado. Acertar na análise é fundamental.




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19 agosto, 2012

ALBA rechaça ameaça britânica ao Equador

Manifestantes em frente à Embaixada Equatoriana na Inglaterra
Durante esta semana o Equador, do presidente Rafael Correa, tomou a importante decisão de conceder asilo político ao Julian Assange, fundador do Wikileaks.

Atualmente Assange está protegido há dias na embaixada do Equador na Inglaterra. O grande problema é que a Grã-Bretanha tem feito as mais diversas ameaças possíveis, chegando ao cúmulo de anunciar que invadiria aquele espaço equatoriano, sob o pretexto de que o "criminoso" Assange deveria estar preso.

A novidade política é que a ALBA - Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América - reuniu extraordianariamente seu Conselho Político neste sábado e aprovou uma resolução que traz oito pontos:

1 - Rechaça as ameaças intimidatórias proferidas pelo Reino Unido contra o Equador

2- Ratifica o respaldo ao direito soberano do governo do Equador de ortogar asilo diplomático a Julian Assange

3- Expressa seu rechaço à posição do Reino Unido de pretender resolver de maneira que contraria o direito internacional

4 - Apoia a solicitação de convocatoria por parte da UNASUL para debater a posição hostil do Governo do Reino Unido

5 - Considera pertinente promover na ONU um amplo debate acerca da inviolabilidade das sedes diplomáticas

6- Adverte ao Governo do Reino Unido acerca das consequências que se desencadeariam no caso de uma agressão à integridade territorial do Equador.

7 - Faz um chamado aos governos do mundo, aos movimentos sociais e à intelectualidade a se colocarem contrários a esta atitude do Reino Unido

8 - Se compromete a fazer o maior esforço para dar maior difusão e publicidade a esta declaração

Neste domingo deverá ocorrer uma reunião da UNASUL com os ministros das relações exteriores de cada país membro para também tratar deste assunto.

Fonte: cubadete.cu

Atualização:
Julian Assange quebrou o silêncio e fez um discurso hoje na Embaixada do Equador. Leia na íntegra em espanhol.



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