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06 junho, 2011

Direito Humanos em Debate na UNIVASF


Texto de Luís Osete

Com as presenças de representantes do governo e movimentos sociais, será debatido a partir das 18h de terça-feira (7), no auditório da biblioteca da Univasf, Campus Petrolina, o relatório da Comissão Especial “Atingidos por Barragens”, aprovado pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH). O relatório possui mais de 600 páginas que comprovam a violação sistemática de pelo menos 16 direitos humanos em populações atingidas por barragens de todas as regiões do Brasil. 
 
“No relatório, são apresentados sete casos que exemplificam a situação vivida em nosso país. Para a divulgação na Univasf a gente vai contar com depoimentos de atingidos pelas barragens de Sobradinho (1978) e Itaparica (1988), além de ameaçados pelos projetos de Riacho Seco e Pedra Branca”, explica Marta Rodrigues, da Coordenação Regional do Movimento de Atingidos/as por Barragens (MAB). 
 
A Comissão Especial “Atingidos por Barragens”, em quatro anos de atuação, recebeu denúncia de violação de direitos em processos de planejamento, licenciamento, implantação e operação de 74 barragens. Foi reconhecido um padrão de violação, “cujas consequências acabam por acentuar as já graves desigualdades sociais, traduzindo-se em situações de miséria e desestruturação social, familiar e individual”, como afirma o relatório. 
 
A construção da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, nos anos 70, é um dos casos mais exemplares de violação dos direitos humanos. Em seus 350 km de extensão estão submersas terras de sete municípios do Submédio São Francisco. 70 mil pessoas foram deslocadas, das quais 80% eram camponesas que viviam nas férteis planícies de aluvião. O Estado, sem consulta prévia às comunidades, interveio coercitivamente no espaço físico para a construção da barragem, reassentando as famílias em solos impróprios para o plantio. 
 
Com a privatização do setor elétrico nos anos 90, a situação dos atingidos por barragens tornou-se ainda mais difícil. “As empresas passaram a negar todos os avanços conquistados no período estatal e as práticas ditatoriais voltaram com toda força, agora praticadas pelas empresas privadas e com respaldo da maioria dos governos e do Estado brasileiro”, ressalta a Coordenação Nacional do MAB. 
 
O relatório confirma as denúncias que o MAB vêm fazendo há 20 anos, motivadas pela ausência de uma política nacional que reconheça e garanta os direitos das populações atingidas e pela precariedade e insuficiência dos estudos ambientais realizados pelos governos federal e estaduais, além da caracterização restritiva e limitada do conceito de atingidos por barragens aceitados pelas empresas. A recomendação é que sejam adotadas mais de 100 medidas para garantir e preservar os direitos humanos dos atingidos por barragens, evitando novas violações. 
  
Serviço

O que?
Apresentação do relatório sobre violação dos direitos humanos na construção de barragens

Quando?
Terça-feira, dia 7 de junho de 2011.

Onde?
Auditório da biblioteca da Univasf, Campus Petrolina.

Quem realiza?
Movimento de Atingidos/as por Barragens (MAB).


Maiores informações:

Marta Rodrigues -             74-9147-8282     

PROGRAMAÇÃO

7 de junho de 2011, das 18 às 21h:

v Composição da Mesa por Lideranças dos movimentos sociais, lideranças governamentais e instituições.

v  Mística de abertura.

v  Apresentação- Material que comprova Violação dos direitos humanos na construção de Barragens;

(Violação dos direitos humanos na construção da Barragem de Sobradinho);
v  Depoimentos:   
ü  Atingido pela Barragem de Sobradinho;
ü  Atingido pela Barragem de Itaparica;
ü  Ameaçado por Riacho Seco e Pedra Branca;
v  Fala política das lideranças presentes na mesa.

v  Encerramento.

24 maio, 2011

Devastação no Código Florestal é aprovada


Há poucos minutos foi aprovada a devastação do Código Florestal na Câmara dos Deputados. 410 votos a favor e 63 contra. Destes, 34 deputados petistas. De Pernambuco, votaram contra os deputados João Paulo e Fernando Ferro (PT) e Paulo Rubem (PDT).


De toda forma, estes votos petistas não tiram a responsabilidade do governo. Fala-se tanto da maioria absoluta do governo no congresso federal, então fica a pergunta: Por que esta maioria não foi utilizada para salvar o nosso Código Florestal?

A imagem que fica para mim desta votação foi a frase proferida por um deputado do PSDB, ao afirmar que o projeto não trazia anistia aos desmatadores. Trazia apenas "justiça na linha do tempo". Só pode ser piada, não é??

Durante esta semana trago uma análise mais apurada desta questão. Hoje ainda será votada a emenda 164, do PMDB, que agrava ainda mais o que já é ruim. Indo de encontro ao que alguns analistas apontam, acho que não será aprovada. Está ali apenas para a proposta de Aldo parecer melhorzinha. Mas vamos ver no que dá.

23 maio, 2011

Ruralistas x Ambientalistas. Quem vencerá esta?


Ao que parece, a desfiguração do nosso Código Florestal será realmente votada amanhã na Câmara dos Deputados. Pior: tem tudo para ser aprovada. Ao menos o clima parece propício para isso, com o governo acuado diante das acusações ao ministro da Casa Civil, Antônio Palocci.

De toda forma, ainda não estamos derrotados. A posição contrária à mudança de gente do PT, como o bravo deputado Paulo Teixeira de São Paulo, reforça esta tese.

Somente o fortalecimento da nossa luta nos trará a chance de barrar este projeto da nova liderança dos ruralistas, o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB-SP.

Segue um link para um caderno, construído pelo deputado Ivan Valente, PSOL-SP, com subsídios para defesa do Código Florestal.
http://www.mst.org.br/node/11788

Quanto ao título da postagem, o termo 'amibientalistas' não me parece o mais apropriado. Mas no momento, facilita a comunicação e representa um campo amplo onde estão inseridos todos que são contra as barbáries propostas por tal projeto.

18 maio, 2011

É preciso defender o Código Florestal


A foto ao lado, mostrando a Kátia Abreu, deputada recém-filiada ao PSD e presidenta da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil, junta ao Aldo Rebelo, comunista (SIC) e também deputado federal pelo PCdoB, merece status de análise de conjuntura por si só. 

Uma imagem como esta, que poderia passar, tranquilamente, como uma montagem, é bastante representativa do exato momento histórico em que o meio ambiente brasileiro sofre sua maior tentativa de ataque dos últimos anos.

Para leitura completa do texto, peço que acessem o Círculo de Blogueiras e Blogueiros Socialistas

10 maio, 2011

Em Defesa do Código Florestal

Vários setores da sociedade estão mobilizados. É preciso derrotar a proposta dos ruralistas, encampada pelo suposto comunista Aldo Rebelo, do PCdoB-SP.

Para mais informações, recomendo o Especial do MST: Em Defesa do Código Florestal




04 maio, 2011

O Governo Federal e o Código Florestal

Não sei como as coisas andam neste exato momento, no congresso federal, nos debates em volta do novo código florestal, que tem como defensor maior o deputado Aldo Rebelo, do PCdoB de SP.

Só sei que o governo tem maioria suficiente para votar contra e impedir este ataque às nossas florestas. Qualquer resultado diferente disto significa que o campo governista está ao lado dos ruralista, ao menos nesta questão.