O PROPALANDO está em manutenção

19 setembro, 2007

Uma pergunta...

Uma pergunta que martela minha cabeça nas horas vagas:


Será que as vendas deste produto aumentaram ou diminuiram??

05 setembro, 2007

TOP 5

Queria compartilhar o TOP 5 dos CDs que tenho escutado. Na realidade, tenho escutado muita música. E periodicamente vou tentar atualizar esta lista por aqui. Como adoro conhecer e estudar música, quem tiver sugestões boas, deixa ai nos comentários. Ahh. E fora isso, eu tenho um acervo com milhares de músicas. Em breve disponibilizo tudo que tenho para quem quiser selecionar e pedir pra eu gravar

Bom, ai segue o TOP 5. Ressalto que não está necessariamente numa ordem crescente ou decrescente. E outra coisa: não sou nenhum crítico musical, portanto as breves descrições são uma humilde tentativa de expor o que penso, apenas.

1 - Eles não EnÊ - Negroove
- CD de estréia da galera. Música muito legal. Mistura massa de samba, soul e funk. Além de irreverência que é uma marca legal da banda de Jr. Black

2 - Samba Esquema Noisa - Mundo Livre
- DIsputa pra mim o lugar de melhor cd da banda com "O outro mundo de manoela rosário". Um é melhor pela sonoridade, o outro pelo conteúdo político.

3 - Tim Maia - 1971 - Tim Maia
- Gravado antes de sua fase "Racional" em que seguia os preceitos da "Cultura Racional". De qualquer maneira, é um som que se destaca pela batida e por ser um dos primeiros a gravar o soul no Brasil.

4 - 50 Anos de Breque - Moreira da Silva
- Sempre falo do meu interesse e quanto gosto do samba. E uma das vertentes do samba que mais me agrada é o chamado samba de breque. Depois de ter perdido o show em janeiro lá no Rio, recentemente rolou "Samba de Breque e outras bossas" aqui em em Recife, com Pedro Luis, Roberta Sá e o Grande Jards Macalé. Pra todos os efeitos, o samba de breque terá uma postagem especial em breve.

5 - Sr. Samba - 1961 - Ciro Monteiro
Uma das maiores vozes da música brasileira. Pra Vinicius de Morais, o melhor!

Enchi o saco. Vou mudar a proposta.

Eu meio que enchi o saco da forma como vinha postando no blog. Somado a isso recebi um scrap (coisa de orkut) bem construtivo do meu companheiro de damuc, fred, que dizia simplesmente "teu blog é uma merda". hahahaha. Pois bem.

Enquanto isso...

25 agosto, 2007

Fausto Wolff

Atualização (06/09/08) - Postagem "Morre Fausto Wolff"

Deixo para vocês um texto do, disparado, meu escritor favorito. Quem me conhece um pouco mais sabe o quanto já falei do velho lobo. O conheci através da leitura sistemática que fazia do Pasquim21. Que, aliás, tive a oportunidade de ter todas as edições de uma curta vida de cento e poucas edições. Todas elas estão muito bem guardadas. Não faz tanto tempo assim, mas foi uma leitura que contribuiu sobremaneira com a minha formação como militante.

Atualmente o velho Fausto escreve para o JB do Rio.
(Iria disponibilizar para link, o sitio do Fausto, mas agora tá dando erro. Deixo a indicação para uma próxima vez)

Abraços. E boa leitura!
PS: Estou em final de período na Universidade, daí a pouca dedicação à estruturação de postagens mais elaboradas. Assim que entrar de férias, dedico um pouco mais do meu tempo.

imagem copiada do ótimo http://www.fazendomedia.com

Os mortos anônimos

Enquanto Cabral discutia com Joban sobre a possibilidade de tropas federais policiarem o Rio permanentemente, recebi a última carta de leitor do dia. Massageou o meu ego (por ordem médica, não sai de casa nem recebe visitas), dizendo que minha coluna lhe dá a sensação de que alguém está fazendo alguma coisa. Pediu que escondesse sua identidade e endereço e que se isso fosse ferir os meus princípios, não publicasse nada. Como o leitor me mandou o número de seu telefone, não tive dificuldades em descobrir que ele existe mesmo.

Ele mora com a companheira num dos muitos acessos para a favela ###, cujo nome não publico, pois o leitor correria risco de vida. Há muitos furos de balas nas paredes de sua casa e, quando é dia de tiroteio, o casal dorme no chão do quarto dos fundos. Eles sabem de antemão o que vai acontecer porque, minutos antes, os bandidos se exibem com motos e carros roubados. Os garotos que são seguranças param na última barreira de trilhos verticais antes do asfalto. É quando chega o chefe da vez, sempre com grossos colares e pulseiras de ouro. A guerra começa assim que um olheiro informa ao chefe a rua pela qual os policiais estão subindo.

Os moradores têm medo dos bandidos, mas têm mais medo da polícia, que invade casas e barraco a qualquer hora do dia, dando tiros a esmo. Os bandidos também pouco se importam se matam uma pessoa inocente que nada tem a ver com esse ritual de confronto. Eis o que dizem os moradores: "A polícia não quer acabar com os bandidos porque também lucra com o tráfico".

Duas semanas atrás, numa sexta-feira, o caveirão teria aparecido na favela para receber o "seu" e não atrapalhar o baile funk. Deram alguns tiros para o ar, a fim de mostrar serviço, se exibir e amedrontar os moradores, e foram embora. Poucos minutos depois chegaram os ônibus lotados de passageiros de outros morros. Alguns mais graduados receberam drogas, a título promocional.

Segundo dizem, os ônibus são cedidos em troca de favores sexuais de algumas mulheres para os donos das frotas. A polícia, por sua vez, não inibe sua subida e assim colabora com a capitalização do tráfico, a compra de mais cocaína, maconha e armas, naturalmente. A coisa piora nas operações maiores da Força Nacional. Quando isso acontece, basta ver a expressão nos rostos dos adultos e, principalmente, das crianças, para entender o que é terror.

O resultado disso tudo - diz o leitor - é que o tráfico está onde sempre esteve. A presença da Força Nacional fez com que os bandidos acalmassem um pouco, mas continuam tendo, como sempre, total controle sobre o território. Nos acessos para o morro ficam, de dia, os soldados da Força Nacional e, à noite, os da Polícia Militar, os irmãos pobres.

Revistas ocorrem de vez em quando, mas há sempre um soldado para informar antecipadamente os bandidos, e as operações geralmente não têm sucesso. Sucesso têm as balas perdidas. A verdade é que existem tantos acessos não vigiados que quem quer levar armas ou drogas para dentro da favela jamais será incomodado.

Diz o meu leitor que, no penúltimo sábado, os policiais desconfiaram de um motoqueiro que podia ou não estar transportando muamba. Ele resolveu fazer o que todo mundo faz quando é chamado pela polícia: fugiu. O caveirão desceu com os soldados atirando a esmo. Quando o carro blindado teve de parar na barreira para deslocar o trilho que impede o trânsito, o motoqueiro, inocente ou culpado, conseguiu escapar. Quem não escapou foi uma dona-de-casa, dona Sandra, que abriu a porta da sua moradia (Rua Canitar, 585, em Inhaúma, e estou colocando o endereço com a permissão do leitor) no momento errado e recebeu um tiro de fuzil no peito.

Não, leitor, não saiu nenhuma nota na imprensa, o que reforça a sensação de que ninguém liga para quem mora no morro. Quando acontece um acidente aéreo, temos a oportunidade de ver o descaso para com o ser humano. Este descaso está presente nas favelas do Rio diariamente, onde se produzem cadáveres anônimos que nem entram nas estatísticas oficiais.

Especificamente, a polícia matou dona Sandra. Continuou a perseguir a moto, mas foi parada por uma parede de concreto atrás da qual estavam os bandidos, que revidaram com suas armas. O caveirão, com os vidros da frente estilhaçados, teve de dar marcha à ré, ocasião em que foi obrigado a levar dona Sandra, que sangrava muito, para o hospital. Ela morreu no mesmo dia.

O leitor termina sua carta dizendo que não tem nenhuma simpatia por bandidos, mas que vê o soldado da polícia e o soldado do tráfico como peças de um mesmo jogo de xadrez: os chefes de ambos os lados, egos inflados, lutando pelo poder.

Acabei de ler a carta do leitor ### e fiquei com medo de pensar no futuro.

Escreva para o Fausto: faustowolff@terra.com.br

20 agosto, 2007

Dança do Siri contra a Rede Globo

Rapaz, eu precisava comentar isto...

Fiéis seguidores do casal pilantra que manda na Igreja Renascer fazem a dança do siri para impedir que a Rede Globo filme os canalhas.

HAHAHAHA.

No intervalo do julgamento, na hora do almoço, os fiéis cercaram o casal e fizeram a dança do siri. Dessa forma, conseguiram impedir que a Globo conseguisse imagens dos salafrários.

Leia mais na notícia a seguir:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u321070.shtml

Para quem não sabe, a dança do Siri é uma invenção do pessoal do Pânico da RedeTV e tem aparecido em inserções do jornalismo na TV Globo.
Ainda não sabe? Ah, procura no Google. Lá tu encontra a explicação

Abraços!

Renan e a boiada!

Odeio aquele clichê que diz, por exemplo, "o brasileiro é um povo feliz" ou "o brasileiro faz piada com tudo". Não gosto e rejeito. Mas...

...de fato, aqui acontece cada coisa!

Esta foto já tem alguns meses, mas vale a pena recordar, pois a polêmica está de volta no Senado e Renan cai já já.

Todo mundo conheçe a história da jornalista que tem um filho com o político... pois bem, eis a faixa que uma atleta carregou, em tom de galhofa, durante uma maratona em Brasília (ou qualquer outra capital).


Bom, agora deixa eu voltar a estudar dor...