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16 julho, 2012

Por que a Globo ataca Collor?

Fernando Collor e os ataques à grande mídia
Rapidamente me fiz esta questão ao saber que Rosane Collor apareceria no Fantástico jogando a m**** no ventilador sobre Fernando Collor, senador da República.

E a linha de raciocínio que fiz rapidamente levou em consideração dois pontos:
1- O Fantástico tem sido utilizado pela Globo de forma abusiva quando quer direcionar a construção social de algum pensamento. Aconteceu para salvar as carreiras de Ronaldo, ex-fenômeno, Ronaldinho, entre outros.
2 - Com certeza a Globo não está investida de um novo sentimento de querer informar à população. Há algo por trás aí, mais do que a própria audiência.

E aí, obviamente, não assisti. Mas acompanhei a repercusão nas mídias sociais posteriormente.
Soube que rolou papo sobre "magia negra", PC Farias e até sobre a "mísera" quantia de 18mil reais que a fulana ganha de pensão.

Mas a pulga permanecia atrás da orelha.

Foi quando fez-se a luz. Basta pesquisar um pouco sobre as declarações de Collor no Senado e na CPI de Cachoeira para entender. Fernando Collor tem sido um dos principais críticos da grande mídia, especialmente a Veja e a Globo. Não sei se porque ele sentiu na pele o que é ser construído pela mídia e logo depois jogado na lata do lixo da história, mas o fato é que tem sido bastante contudente. Chega a soltar nomes como o Policarpo, da Veja, a quem se refere como bandido e o próprio dono da Abril, o Civita.

Só para se ter uma idéia, vejam este vídeo abaixo gravado em declaração durante a CPI. No mínimo, explosivo.



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09 julho, 2012

Venezuela, nos passos do desenvolvimento


A Venezuela é hoje o país com o menor nível de desigualdade da América Latina. Mas poucos sabem disso. Graças a um considerável bloqueio midíatico em nosso país, poucos sabemos sobre os muitos avanços que vêm acontecendo na Venezuela de Hugo Chavez.

Por isso, a RadioAgenciaNP produziu a série "Venezuela, nos passos do desenvolvimento".

São sete reportagens que mostram todos os avanços e conquistas na Venezuela em pouco mais de dez anos.

Bom proveito!


Com programas sociais chamados de “Misiones Sociales”, o governo Chávez vem melhorando o acesso e qualidade à moradia, saúde e educação no país.
A renda do petróleo venezuelano passa a ser aplicada em projetos sociais e no fortalecimento de outros setores econômicos. Com essa política, o governo Chávez avança nas nacionalizações.
A Venezuela é o 6º país que mais exporta petróleo no mundo, cerca de 3 milhões de barris diários, algo disputado pelas economias industrializadas, entre as quais os Estados Unidos.
No campo da comunicação, mudanças no marco regulatório com a finalidade de deixar a mídia mais plural, se chocam com a “guerra midiática” promovida contra o presidente Hugo Chávez.
Na opinião de pesquisadores, o que acontece na Venezuela é uma democracia participativa e não uma ditadura. Nas próximas eleições, em outubro, estarão em disputa dois modelos vigentes na América Latina.
A Venezuela tem no Brasil um de seus principais parceiros nos campos econômico e social. No país venezuelano, o Brasil contribui com projetos como o de construção de moradias e de uma siderúrgica.
Os projetos de integração da América Latina possibilitam parcerias econômicas, políticas sociais, que contribuíram para que a região resistisse melhor à crise mundial, como apontam especialistas.


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22 junho, 2012

Nota da Consulta Popular sobre Golpe no Paraguai



NOTA DA CONSULTA POPULAR:

TODO APOIO AO PRESIDENTE FERNANDO LUGO E AO POVO PARAGUAIO QUE SOFRE UM GOLPE DEESTADO!

A Consulta Popular, por meio da sua Direção Nacional, vem expressar a sua profunda indignação frente a mais um golpe de Estado em nosso continente.
Desde a ascensão de Fernando Lugo à presidência da república (em 2008), os setores conservadores, que dominaram o Paraguai numa ditadura que durou mais de seis décadas, inviabilizam as mudanças naquele país irmão.  O Presidente Lugo esteve todo esse tempo (desde a sua eleição) sob a ameaça de golpe, em virtude da fragilidade de apoio ao governo no congresso.
Lugo vêm sofrendo grandes dificuldades, visto que o parlamento paraguaio ainda se concentra nas mãos do Partido Colorado que tenta - numa farsa muito bem orquestrada - provocar um golpe, mascarando-o com elementos institucionais. Neste intento, arrastou para o seu lado, o PLRA – Partido Liberal Radical Autêntico, que conta com 14 representantes no congresso, o qual retirou o seu apoio ao presidente, além de aprovarem juntos (Colorados e Liberais), e numa rapidez absurda, a instauração de impeachment contra Lugo.
Vale destacar, que esses setores direitistas são intimamente ligados às oligarquias e aos latifundiários, grandes produtores de soja para exportação, dentre os quais, brasiguaios como Tranquilo Favero, o mais rico do país.

E o Golpe no Paraguai foi dado...

Estamos com Fernando Lugo!
Aconteceu. Em um prazo menor que 24 horas, o senado acaba de votar pelo golpe e derrubada do Presidente Fernando Lugo.

Momento triste para toda a América Latina combativa.

Que a resistência esteja pronta e que os demais governos progressistas e movimentos da AL se posicionem fortemente.


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A tentativa de golpe no Paraguai estava prevista


O cenário estava dado. Observem como a pedra estava cantada nesta reportagem do Brasil de Fato de apenas três dias atrás.
Povo na rua contra o golpe!

"Latifundiários brasiguaios querem derrubar Lugo", afirma líder camponês
Segundo Martín Almada, o latifúndio e os grandes produtores de soja brasileiros estão muito interessados em que o presidente Fernando Lugo não termine seu mandato
19/06/2012

Dario Pignotti

“Esta matança de campesinos aconteceu como resultado de um processo de violência policial instigado pelos latifundiários descontentes com o presidente Lugo, ele não é querido pela direita e pelos grandes produtores brasileiros. Latifundiários brasileiros como Tranquilo Favero, o produtor de soja mais rico de Paraguai, estão interessados em desestabilizar o governo, eles querem que Lugo caia” declarou Martín Almada, o mais importante representante do movimento dos direitos humanos paraguaio.
Onze campesinos sem terra foram assassinados na sexta-feira passada em uma fazenda próxima à fronteira com o Brasil, onde está aumentando a tensão em paralelo às reivindicações e ações diretas pela reforma agrária. O enfrentamento entre policiais e lavradores deixou sete agentes mortos, entre eles os chefes do Grupo de Operações Especiais, uma espécie de BOPE paraguaio, só que sua tarefa não é reprimir favelados como no Rio de Janeiro, mas os peões rurais que, depois que Lugo chegou ao governo, em 2008, aumentaram seu nível de organização e decisão de luta, depois de décadas de submissão diante do jugo da ditadura de Alfredo Stroessner.
“Nós sabemos por nossa longa experiência sobre como se descarrega a violência do Estado contra a população, que estes fatos nunca estão isolados de uma intencionalidade política maior. Quais são os fatores em jogo agora? O que está mais evidente é cooptar os sem terra para que deixem de desafiar o poder estabelecido no campo e, além disto, vemos uma manobra para desestabilizar o presidente Lugo. O latifúndio e os grandes produtores de soja brasileiros estão muito interessados em que Lugo não possa chegar a 2013, quando deve acabar seu mandato”, disse Almada por telefone à Carta Maior, desde Assunção.