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05 março, 2011

Maior Bloco de Carnaval do Mundo

Cada vez tenho deixado mais de lado as disputas regionais. Acho que passou-se o tempo de ficar alimentando, por exemplo, as disputas entre Pernambuco e Bahia. É uma pauta que não avança em nada em nossas necessidades como povo brasileiro, mas enfim...

Assim como é importante fortalecer o movimento de resistência contra a imposição da cultura dos EUA (critiquei apenas a IMPOSIÇÃO, viu?), é preciso também ter um bom cuidado com relação às diferenças regionais do Brasil. Tal questão ganha força, inclusive, quando se tratam de modelos diferentes de manifestação da cultura popular, como vemos no carnaval, por exemplo.

É inegável a força que tem ganho o modelo de carnaval popular que ocorre, e sempre ocorreu, em Pernambuco. Mas sei que o modelo não é exclusivo. Assim como o samba não é carioca e nem baiano, como diz a música do Mundo Livre SA, o carnaval de rua não é de Pernambuco. Mas aqui ele é de forma hegemônica e não há quem possa refutar. 

Um fenômeno interessante que tem rolado é que este tipo de carnaval parece que tem ganho força no Rio de Janeiro. Uma festa que não nega as outras, mas que acontece na rua. Esta é a minha impressão. Inclusive não deve demorar para querer conhecer de perto esta realidade.

Mas o que não dá pra aceitar é ver a Globo dando a entender, por reiteradas vezes, que no bloco do Cordão da Bola Preta, no Rio de Janeiro, haviam mais pessoas que no Galo da Madrugada. Ora essa, não teria problema se assim o fosse. Aliás, não vejo nem vantagem em ter tanta gente assim no mesmo lugar. Porém precisamos trabalhar com fatos e com a realidade. Só pra se ter uma idéia dos números:

Cordão da Bola Preta - 4 trios elétricos e 240 policiais.
Galo da Madrugada - 26 trios elétricos e 4.740 policiais e bombeiros.

A diferença é gritante. Se fosse como nos espaços da UNE em que participei como estudante, não haveria nem contagem de crachá. Haveria definição por contraste. :P

Mas deixa ir lá que só queria chamar atenção para o fato de que nem no carnaval devemos baixar a guarda da resistência contra esta grande mídia aí que, como sempre repito, presta um grande desserviço ao nosso país.

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23 fevereiro, 2011

Dilma na Folha de São Paulo. Cadê os blogs progressistas?


No dia seguinte ao 1º turno das eleições presidenciais, quando anunciei aqui o apoio e a campanha a favor da candidata Dilma frente ao candidato Serra já deixei claro não ter praticamente nenhuma expectativa com relação a este novo governo petista.

Na realidade, tinha sim. Eram dois os pontos, que julguei factíveis, diante de todo jogo sujo presenciado durante a campanha eleitoral. E um deles se referia exatamente a fazer um enfrentamento à grande mídia que presta, na realidade, um grande desserviço à nossa população.

Mas o que temos visto é uma caminhada que vai exatamente no sentido contrário. A despeito de ter escolhido um Ministro das Comunicações que supera, em muito, o anterior, as ações e declarações de Dilma só reforçam uma linha de subserviência aos grandes meios.

A gota d'água foi esta participação da presidenta na festa de aniversário da Folha de São Paulo. Ora essa, não estamos falando de qualquer grande jornal. Estamos falando da Folha de São Paulo que, entre outras coisas graves,  foi uma das grandes defensoras da ditadura no Brasil.  Inclusive, foi esta Folha que no início da campanha eleitoral em 2010 publicou uma ficha falsa da então candidata Dilma com a clara intenção de denegrir sua imagem estigmatizando-a como terrorista e assassina.

Ao que consta, chegou até a repetir a frase já pronunciada na sua posse, de preferir "o som das críticas de uma imprensa livre ao silêncio das ditaduras". Colocar as coisas desta maneira não contribui em nada com a nossa luta por uma comunicação democratizada. Só reforça o debate do grande capital na mídia que afirma que qualquer medida contrária aos interesses dos grandes meios é sinônimo de autoritarismo.

Acho que Dilma cai novamente no erro de achar que pode dobrar alguns destes jornalões. Não conseguirá. E parece que não aprendeu nada nas eleições.

E aí entra uma outra preocupação: que papel desempenhará grande parte dos blogs brasileiros que se convencionaram a chamar-se de "Blogs Progressistas".
Acompanho parte deles pelos próprios blogs e pelo twitter e pude constatar o que muitos deles já explicitaram: terão como papel neste 4 anos fazer uma defesa do governo Dilma e ponto final. É uma postura que não contribui em nada com aumento da consciência de classe. São estes blogueiros e blogueiras que estão tentando justificar a ida de Dilma à festinha da Folha de todas as maneiras. Mesmo que pareçam justificativas ridículas.

É preciso fortalecer um campo na mídia dita alternativa no Brasil que aja com mais consciência crítica. Que não se paute apenas em ser situação ou oposição com relação ao governo. Mas que seja radical no aprofundamento das questões que sejam importantes ao povo brasileiro.


06 fevereiro, 2011

100 anos do nascimento de Carlos Marighella

Estou de férias. E as semanas do pré-férias foram bem corridas, como imagino que sejam todas.

Uma semana em Salvador na Assembléia Nacional da Consulta Popular, além de rever boas amigas e bons amigos. E agora no Rio de Janeiro, uma semana com os tios Lula e Gina. E uma outra ótima oportunidade para rever outros amigos.

Estou muito animado para este 2011 de muito trabalho, aprendizado e militancia. A Assembléia ajudou muito neste processo.

Despeço-me com trecho de escrito do Florestan Fernandes sobre Carlos Marighella. Este ano seria o centenário, se vivo, deste grande lutador de nosso povo e que muito nos inspira para o dia-a-dia.


"Esse Marighella, que alcança a plenitude nos derradeiros anos, interessa a todos nós pela maneira de colocar a problemática do marxismo revolucionário no Brasil. Sua principal contribuição consiste em realçar a adequação política envolvida nas asperezas e nas possibilidades da sociedade brasileira. Sob muitos aspectos, aparece entre os grandes revolucionários da nossa época, que não assimilavam o marxismo passivamente, pois entenderam teoria e prática como resultantes de condições históricas específicas, combinadas a fins que se repetem em escala geral. Elaborou, desse modo, suas concepções de síntese, adequadas às atividades concretas, opondo-as às abstrações do padronizado ABC do comunismo. (...)"


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18 dezembro, 2010

Promoção de Fim de Ano | BRASIL de FATO



Assinando o jornal Brasil de Fato por 1 ano, você ganha 1 livro da editora Expressão Popular no valor de até R$ 30,00.
Você deve escolher o livro no site: www.expressaopopular.com.br e depois indicá-lo no preenchimento do formulário de assinatura (clique aqui).

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15 dezembro, 2010

Luiz Gonzaga também cantou brega


Luiz Gonzaga, o rei do baião, além de ritmos já conhecidos como forró e xaxado, também compôs e cantou uma seresta. Chama-se A Carta. Infelizmente, ainda não descobri em que álbum, nem em que ano a música foi composta. Mas segue abaixo o player para apreciação de tod@s!

Fica esta singela homenagem ao grande Luiz, que faria 98 anos, se vivo, na última segunda-feira, dia 13/12

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