06 outubro, 2009
Deputados brasileiros em Honduras
A denúncia está no sítio do Luiz Carlos Azenha. Uma das postagens é esta: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/heloisa-os-deputados-e-michelleti/
O fato é que uma comissão de 6 deputados federais estiveram em Tegucigalpa com o objetivo de ter uma conversa com parlamentares hondurenhos e com o presidente deposto Manuel Zelaya. Mas ao final do encontro, um grupo de quatro parlamentares optou por ter também um agradável bate-papo, regado a vinhos e comidinhas, com o golpista Micheletti. Os quatro picaretas foram: Raul Jungman (PPS-PE), Claudio Cajado (DEM-BA), Bruno Araújo (PSDB-PE), Maurício Rands (PT-PE). Três pernambucanos, hein?
Recusaram-se a participar deste vergonhoso encontro o Ivan Valente (PSOL-SP) e a Janete Pietá (PT-SP). Ponto para estes.
27 setembro, 2009
Do conservadorimo do Jornal do Commercio
Enfim... vinha tendo um domingo agradabilíssimo. Corridinha na praia logo cedo, café-da-manhã saudavel. Sento pra ler o JC. Não demorou para ficar com raiva.
Parece que não aprendo. Já não suporto ouvir os comentários do Scarpa (escreve coluna na 2ª capa) e o do Laurindo Ferreira (Diretor-Adjunto de Redação) na CBN/Recife. Mais do que extremamente conservadores são muitos ruins. Muito mesmos. Mas não é o motivo da postagem.
Dois tópicos da coluna "reporter JC" (escrita pelo tal do Scarpa na 2ª capa) me chamaram a atenção:
A primeira ele credita ao cronista Joca Souza Leão: "Zelaya foi deposto porque quis aprovar emenda permitindo a sua reeleição. Se FHC fosse presidente de Honduras, teria sido deposto"
E a segunda, ele credita a um leitor (SIC) de nome Adalberto Torres: "Não bastassem os Zés daqui, abrigamos agora um de lá, o Zé Laya"
Para a primeira frase, eu digo: não, caro cronista. FHC não cairia em Honduras, pois ele é e sempre foi construtor do projeto neoliberal. Sempre foi o representante das elites no governo. Se caisse, seria pelas mãos do povo. Não por um golpe militar.
Para a segunda frase, só uma risada: hahaha. Merece comentário tal comparação?
24 setembro, 2009
Isso eu elogio: Honduras e Zelaya
Acho que há de se parabenizar a postura de Celso Amorim e do governo federal frente à tensão em Honduras.
Em primeiro lugar, é preciso que fique claro que o que está em jogo não é a pura defesa do Zelaya, presidente recém-deposto por meio de golpe militar naquele país. Sabemos nós que ele não é nenhum marxista, por assim dizer. Mas posicionar-se contra golpes militares desta natureza deve estar na ordem do dia para os progressistas de todo mundo, e ,em particular, da América Latina. Para além disso, é preciso reconhecer os avanços na relação do Manuel Zelaya com outros países com governos mais progressistas da região.
O que venho saudar aqui é defesa peremptória que o presidente Lula tem feito na imprensa internacional e em seu discurso na ONU: "A comunidade internacional exige que Zelaya reassuma imediatamente a presidência de seu país", disse Lula na abertura da 64ª Assembléia Geral da ONU em Nova Iorque.
Tudo bem que a ONU é uma instituição falida e que não tem poder nenhum. Mas este é um outro assunto...
E não só os discursos, mas também o abrigo do presidente deposto na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa.
A imprensa brasileira tenta desqualificar este gesto, ora dizendo que foi uma ação articulada na recente visita de Manuel Zelaya ao Brasil, ora dizendo que a ocupação 'surpresa' foi obra de Hugo Chávez, forçando assim que o Brasil fosse mais ativo na questão.
Lamento, 'queridos formadores de opinião", mas sendo uma coisa ou outra, ganhou o povo de Honduras.
Enfim, vamos aguardar o desenrolar da história e manifestar nossa solidariedade com a população hondurenha da forma que pudermos.
21 setembro, 2009
Debate eleitoral
Esta semana tenho minha última prova no curso!! Apesar de mais um rodízio...
Enfim, depois disso, escrevo algo por aqui
05 setembro, 2009
Isso eu não concordo
E já que na última postagem falei em perdão. Tem algo que até entendo. Chego a perdoar, por tratarem-se de amigos e amigas em sua maioria, mas não concordo de jeito nenhum.
É o tal do voto útil em candidaturas do PT. Já há alguns anos que a é a mesma. São aquelas e aqueles camaradas que passam 3 anos criticando o governo, criticando o Lula, criticando o PT, mas em ano eleitoral parece que não existem mais problemas.
E nem é preciso muita conversa pra se chegar no seguinte diálogo:
- Mas tu vai votar em Dilma mesmo? (ou qualquer outra candidatura em outros níveis)
- Não queria votar em Dilma, sabe, Ari... além de ter muitas críticas. Mas entre ela e o Serra, eu prefiro ela.
Das duas, uma:
1 - Ou essa pessoa ta muito feliz com nosso sistema de representação e acha que as coisas devem caminhar do jeito que estão mesmo.
2 - Ou essa pessoa não está feliz com nosso sistema de representação e nossa falsa democracia.
No caso da segunda alternativa é que o bicho pega. Por que só visualizo dois caminhos:
Ajudar a construir uma outra alternativa dentro dos moldes da democracia burguesa ou questionar seriamente nosso sistema eleitoral e passar a construir a luta dentro de uma outra perspectiva, que tire do foco a luta institucional. Pelo menos por ora.
Aí, de um tempo para cá, sempre pergunto: "Mas e ai? Vai fazer assim sempre?" Poucas vezes ouvi algo diferente de um: "não sei, ari..."
02 setembro, 2009
Isso eu não perdôo

Ontem, numa conversa demorada com amigos, discutíamos opiniões sobre o futuro do nosso povo e sobre quais seriam os caminhos mais viavéis, na visão de cada um, acerca dos próximos passos da esquerda em nosso país e em Pernambuco.
E durante o debate, por mais de uma vez, argumentei que não deveria ser o sentimento de raiva que nos movesse em qualquer situação contra o presidente Lula.
Mas quer saber? Tem algo em Lula que me dá muita raiva. Que não tem perdão: ele deseduca nosso povo. A despeito de achar, hoje, que mesmo o mais radical dos radicais possui mínima margem de manobra dentro do governo para qualquer transformação, o presidente Lula teve uma chance histórica de inflamar o povo brasileiro para a necessidade da luta. Para a necessidade de politização de qualquer debate. Dizer que só a luta transforma nossa realidade. Mas não o fez. E não o fez por opção. Muito pelo contrário. Isso eu não perdôo.